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Como controlar a ansiedade na prática
Quando a ansiedade aperta, a vontade é de fazer ela sumir na hora. Controlar a ansiedade não é bem isso: é aprender a atravessar o momento difícil e, com o tempo, reduzir a força e a frequência das crises. Aqui eu reúno o que costuma funcionar de verdade, das técnicas para ansiedade que ajudam na hora da crise à terapia para controlar a ansiedade no longo prazo.
Controlar a ansiedade não é "se acalmar na marra"
Tentar empurrar a ansiedade para longe costuma fazer ela voltar com mais força. Controlar a ansiedade tem mais a ver com reconhecer o que você sente, entender o que dispara aquilo e responder de um jeito que te devolve o controle, em vez de lutar contra o próprio corpo. É um aprendizado, e dá para começar hoje.
Técnicas para usar no momento da crise de ansiedade
Na crise de ansiedade, o corpo entra em alerta. Estas técnicas ajudam a sinalizar para ele que não há perigo real:
- Respire devagar, soltando o ar por mais tempo do que puxa: inspire contando até 4, segure por 4 e solte até 6. Isso acalma o sistema nervoso.
- Volte para o presente pelos sentidos. Nomeie cinco coisas que você vê, quatro que ouve e três que consegue tocar.
- Dê nome ao que está sentindo. Dizer "isto é ansiedade, e vai passar" já reduz o medo do próprio medo.
- Solte o corpo: relaxe os ombros, afrouxe a mandíbula e apoie bem os pés no chão.
Essas técnicas ajudam no agora. Elas não tratam a causa, e tudo bem: o tratamento vem com o acompanhamento ao longo do tempo.
O que a terapia cognitivo-comportamental faz pela ansiedade
Na terapia, a gente vai além de apagar incêndios. A terapia cognitivo-comportamental, uma das abordagens com mais respaldo científico para ansiedade, ajuda a identificar os pensamentos automáticos que alimentam a preocupação e a construir respostas mais realistas para eles. Em vez de só "respirar fundo", você passa a entender o seu padrão e a mudá-lo.
Por que dicas de internet não substituem uma psicóloga
Listas de técnicas, como esta, são um bom começo, mas são genéricas. Cada pessoa tem uma história, gatilhos próprios e um jeito de sentir. Uma psicóloga olha para o seu caso específico, ajusta o que faz sentido para você e te acompanha quando uma técnica não basta. É a diferença entre ler sobre nadar e ter alguém ao seu lado dentro da água.
Quando procurar ajuda
Se a ansiedade já atrapalha o seu sono, o trabalho ou as suas relações, ou se as crises ficaram frequentes, vale conversar com uma psicóloga. Pedir ajuda não é exagero, e quanto antes você começa, mais leve costuma ficar.
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Falar pelo WhatsAppPerguntas frequentes
Ajuda. A respiração lenta, com a expiração mais longa que a inspiração, sinaliza ao sistema nervoso que não há perigo e reduz os sintomas físicos da crise. Funciona melhor com prática, antes mesmo de a crise chegar.
Depende da sua história e dos seus objetivos. Algumas pessoas sentem alívio nas primeiras semanas de terapia, outras seguem por mais tempo. O importante é a constância, não a pressa.
Nem sempre. A decisão sobre medicação é médica, feita com um psiquiatra. A terapia trabalha a forma como você lida com a ansiedade e, em muitos casos, é suficiente. Quando há necessidade de remédio, terapia e tratamento médico costumam caminhar juntos.
Verifique se o psicólogo ou psicóloga tem registro ativo no Conselho Regional de Psicologia (CRP) e trabalha com abordagens baseadas em evidências para ansiedade. Acima disso, confie no vínculo: você precisa se sentir à vontade e respeitada para falar do que dói.
Na hora da crise, respire devagar soltando o ar por mais tempo do que puxa, traga a atenção para o presente nomeando o que você vê e ouve, e dê nome ao que está sentindo. Não tem mágica: é com prática que essas técnicas ficam mais fáceis de usar.