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Como controlar a ansiedade na prática

Késsia PachecoPsicóloga · CRP 05/84842 · 5 min de leitura

Quando a ansiedade aperta, a vontade é de fazer ela sumir na hora. Controlar a ansiedade não é bem isso: é aprender a atravessar o momento difícil e, com o tempo, reduzir a força e a frequência das crises. Aqui eu reúno o que costuma funcionar de verdade, das técnicas para ansiedade que ajudam na hora da crise à terapia para controlar a ansiedade no longo prazo.

Controlar a ansiedade não é "se acalmar na marra"

Tentar empurrar a ansiedade para longe costuma fazer ela voltar com mais força. Controlar a ansiedade tem mais a ver com reconhecer o que você sente, entender o que dispara aquilo e responder de um jeito que te devolve o controle, em vez de lutar contra o próprio corpo. É um aprendizado, e dá para começar hoje.

Técnicas para usar no momento da crise de ansiedade

Na crise de ansiedade, o corpo entra em alerta. Estas técnicas ajudam a sinalizar para ele que não há perigo real:

Essas técnicas ajudam no agora. Elas não tratam a causa, e tudo bem: o tratamento vem com o acompanhamento ao longo do tempo.

Cantinho calmo com chá, planta e vela para controlar a ansiedade no dia a dia

O que a terapia cognitivo-comportamental faz pela ansiedade

Na terapia, a gente vai além de apagar incêndios. A terapia cognitivo-comportamental, uma das abordagens com mais respaldo científico para ansiedade, ajuda a identificar os pensamentos automáticos que alimentam a preocupação e a construir respostas mais realistas para eles. Em vez de só "respirar fundo", você passa a entender o seu padrão e a mudá-lo.

Esse trabalho funciona muito bem à distância: a terapia online tem a mesma eficácia da presencial e é regulamentada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Se quiser entender o passo a passo, leia também: terapia online para ansiedade: como funciona.

Por que dicas de internet não substituem uma psicóloga

Listas de técnicas, como esta, são um bom começo, mas são genéricas. Cada pessoa tem uma história, gatilhos próprios e um jeito de sentir. Uma psicóloga olha para o seu caso específico, ajusta o que faz sentido para você e te acompanha quando uma técnica não basta. É a diferença entre ler sobre nadar e ter alguém ao seu lado dentro da água.

Quando procurar ajuda

Se a ansiedade já atrapalha o seu sono, o trabalho ou as suas relações, ou se as crises ficaram frequentes, vale conversar com uma psicóloga. Pedir ajuda não é exagero, e quanto antes você começa, mais leve costuma ficar.

Se você tem pensamentos de se machucar ou de morrer, procure ajuda agora. Ligue para o CVV no 188 (gratuito, 24 horas) ou vá a um pronto-socorro. Você não está sozinha.

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Perguntas frequentes

Ajuda. A respiração lenta, com a expiração mais longa que a inspiração, sinaliza ao sistema nervoso que não há perigo e reduz os sintomas físicos da crise. Funciona melhor com prática, antes mesmo de a crise chegar.

Depende da sua história e dos seus objetivos. Algumas pessoas sentem alívio nas primeiras semanas de terapia, outras seguem por mais tempo. O importante é a constância, não a pressa.

Nem sempre. A decisão sobre medicação é médica, feita com um psiquiatra. A terapia trabalha a forma como você lida com a ansiedade e, em muitos casos, é suficiente. Quando há necessidade de remédio, terapia e tratamento médico costumam caminhar juntos.

Verifique se o psicólogo ou psicóloga tem registro ativo no Conselho Regional de Psicologia (CRP) e trabalha com abordagens baseadas em evidências para ansiedade. Acima disso, confie no vínculo: você precisa se sentir à vontade e respeitada para falar do que dói.

Na hora da crise, respire devagar soltando o ar por mais tempo do que puxa, traga a atenção para o presente nomeando o que você vê e ouve, e dê nome ao que está sentindo. Não tem mágica: é com prática que essas técnicas ficam mais fáceis de usar.

Késsia Pacheco

Psicóloga · CRP 05/84842

Psicóloga com atendimento online focado na saúde mental da mulher: ansiedade, autoestima e bem-estar emocional. Trabalho com escuta cuidadosa e práticas baseadas em evidências.

Fontes