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Maternidade e saúde mental: o que ninguém conta
Ninguém te conta que ser mãe pode vir junto com tanto cansaço e tanta solidão. As fotos mostram o bebê dormindo e a mãe sorrindo. Por dentro, muita mulher se sente perdida e exausta, carregando uma culpa que ninguém vê, sem coragem de falar em voz alta porque parece feio reclamar de um filho que tanto se quis. Se você chegou a pesquisar "saúde mental maternidade", talvez esteja passando por isso agora.
A maternidade real, não a de propaganda
Existe uma maternidade de comercial: a mãe realizada, de cabelo arrumado, que dá conta de tudo sorrindo. A de verdade é mais bagunçada. Tem amor imenso, mas também noites sem dormir, o corpo dolorido, a vida virada de cabeça para baixo e a sensação de ter perdido quem você era. Sentir tudo isso ao mesmo tempo não faz de você uma mãe pior.
Baby blues, depressão pós-parto e o que passa do limite
Nos primeiros dias depois do parto, é comum chorar à toa e se sentir sensível e insegura. Isso tem nome, baby blues, e costuma passar em até duas semanas. Quando a tristeza e a falta de vontade se arrastam por mais tempo, pode ser depressão pós-parto, e ela é mais comum do que se imagina: cerca de 26% das mães brasileiras apresentam sintomas de depressão no primeiro ano após o nascimento, segundo a Revista de Saúde Pública. Não é frescura nem falta de amor pelo bebê. É uma condição de saúde que tem tratamento.
A culpa materna que pesa em silêncio
Talvez o peso mais calado da maternidade seja a culpa. Culpa por voltar a trabalhar, por querer um tempo só seu, por não estar gostando de cada segundo. A cobrança de ser a mãe perfeita vem de todo lado, e nenhuma mulher dá conta dela, porque essa mãe não existe. A culpa materna não mede o tamanho do seu amor. Ela mede a pressão que jogaram nas suas costas.
Sobrecarga e a pergunta "quem sou eu além de mãe?"
Junto com o bebê chega uma montanha de tarefas e decisões que quase sempre sobram para a mãe. É a sobrecarga que adoece: dormir pouco, não ter um minuto, às vezes esquecer de comer. No meio disso, é fácil perder de vista quem você é fora do papel de mãe. Lembrar que você continua sendo uma pessoa, com vontades próprias, faz parte de cuidar da sua saúde mental.
Quando buscar ajuda e como a terapia apoia
Pedir ajuda não tem nada de fracasso. Se a tristeza não passa, se você se sente sem chão, sem vínculo com o bebê ou com pensamentos que te assustam, procure uma psicóloga. A terapia abre um espaço para você falar sem ser julgada, entender o que está sentindo e se reencontrar no meio de tudo. Cuidar de você também é uma forma de cuidar do seu filho.
Está difícil dar conta de tudo?
Agende uma conversa e veja como a terapia online pode te apoiar nessa fase, sem julgamento.
Falar pelo WhatsAppPerguntas frequentes
É um quadro de saúde que pode surgir nas primeiras semanas após o parto, com tristeza profunda, angústia, falta de energia e dificuldade de se vincular ao bebê. Dura mais que o baby blues e tem tratamento, com terapia e, às vezes, acompanhamento médico.
O baby blues é uma sensibilidade comum dos primeiros dias e passa em até duas semanas. Quando os sintomas se prolongam e atrapalham o dia a dia, pode ser depressão pós-parto, que precisa de cuidado profissional.
É mais comum do que parece. O vínculo pode levar tempo para se formar, e isso não faz de você uma má mãe. Se a distância ou a angústia persistirem, vale conversar com uma psicóloga.
É muito comum, e não quer dizer que você está fazendo algo errado. A culpa costuma vir da cobrança de ser perfeita. A terapia ajuda a aliviar esse peso e a se cobrar menos.
Oferece um espaço sem julgamento para falar do que pesa, lidar com a culpa e a sobrecarga, tratar a depressão pós-parto quando existe e reencontrar a sua identidade além do papel de mãe.