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Síndrome de Ulisses: a saúde mental de quem mora longe

Késsia PachecoPsicóloga · CRP 05/84842 · 5 min de leitura

Mudar de país parecia o sonho, e em parte é. Mas ninguém te avisa do peso que vem junto. A saudade que aperta sem hora marcada. A sensação de não pertencer a lugar nenhum, nem aqui nem lá. Esse luto de migrar tem nome, e dar nome a ele já alivia um pouco. Chama-se síndrome de Ulisses.

O que é a síndrome de Ulisses

O termo foi criado pelo psiquiatra Joseba Achotegui, da Universidade de Barcelona, e leva o nome do herói grego que passou anos longe de casa, entre perdas e perigos, tentando voltar. A síndrome de Ulisses descreve o estresse crônico e múltiplo de quem migra e vive um luto que não cessa: o luto pela família, pela língua, pela cultura, pela terra. Não é uma doença mental no sentido clássico. É o sofrimento de uma pessoa saudável diante de uma situação extrema de adaptação, solidão e medo.

Sintomas da síndrome de Ulisses

Os sintomas misturam o emocional e o físico, e costumam aparecer aos poucos. É a lista que aparece quando alguém procura por "síndrome de Ulisses sintomas":

Esse conjunto é o que pesquisadores chamam de luto migratório. Quando ele se arrasta e começa a atrapalhar o sono, o trabalho e os vínculos, é sinal de que a saúde mental do imigrante precisa de cuidado, não de mais força de vontade.

Mulher de costas olhando pela janela para uma cidade ao amanhecer, com uma xícara nas mãos, em tom de saudade de quem mora longe de casa

Por que mexe tanto com as mulheres

Morar fora do Brasil já é difícil. Para muitas mulheres, soma-se a isso a tarefa de segurar a casa emocionalmente: cuidar dos filhos sem rede de apoio, sustentar o marido que também está perdido, ser a ponte com a família que ficou. Sem a mãe, a amiga, a vizinha por perto, a conta emocional fica só com você. Não à toa, a solidão e o estresse de migrar costumam pesar mais sobre quem carrega esse cuidado invisível, como acontece com a carga mental que já existia antes da mudança.

Você não precisa se adaptar sozinha nem traduzir a sua dor para outro idioma. Eu atendo brasileiras no exterior, em português e online. Veja como funciona a terapia online para brasileiras no exterior.

Síndrome de Ulisses é o mesmo que depressão?

Não, embora possam se confundir. A síndrome de Ulisses é uma reação a uma situação real e extrema de migração, e tende a aliviar quando a pessoa encontra apoio e se enraíza. A depressão é um quadro clínico que se mantém mesmo sem um motivo claro. Mas uma pode levar à outra: quando o luto migratório não é cuidado, o risco de desenvolver depressão e ansiedade aumenta. Por isso reconhecer cedo faz diferença.

Como a terapia ajuda

Falar na sua língua, com alguém que entende a cultura que você deixou, muda tudo. Na terapia, você coloca em palavras a saudade, o medo e a culpa de ter ido embora, e aprende a construir pertencimento no lugar onde está, sem apagar de onde veio. O acompanhamento online torna isso possível de qualquer país, no horário que cabe na sua rotina.

Se você tem pensamentos de se machucar ou de morrer, procure ajuda agora. No exterior, ligue para o serviço de emergência do país onde você está. No Brasil, o CVV atende no 188 (gratuito, 24 horas). Você não está sozinha.

Mora longe e sente esse peso?

Agende uma conversa em português e veja como a terapia online pode te apoiar, de onde você estiver.

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Perguntas frequentes

É o estresse crônico e o luto que muitas pessoas vivem ao migrar: saudade, solidão, medo e a sensação de não pertencer. O termo foi criado pelo psiquiatra Joseba Achotegui e descreve o sofrimento de uma pessoa saudável diante de uma situação extrema de adaptação.

Tristeza e choro ligados à saudade, ansiedade, insônia, dores físicas sem causa clara, irritabilidade e a sensação de estar dividida entre dois mundos. Quando se arrastam e atrapalham o dia a dia, é hora de buscar ajuda.

Não. A síndrome de Ulisses é uma reação a uma situação real e extrema de migração e tende a aliviar com apoio e enraizamento. A depressão é um quadro clínico que se mantém mesmo sem motivo claro. Mas o luto migratório não cuidado aumenta o risco de depressão e ansiedade.

Quem migra sem rede de apoio, em situação de solidão, insegurança ou distância forçada da família. Mulheres que seguram a casa emocionalmente, cuidam dos filhos e fazem a ponte com quem ficou costumam sentir o peso de forma intensa.

Com apoio psicológico que reconheça o luto migratório, fortaleça a rede de vínculos e ajude a construir pertencimento no novo país. A terapia online em português permite esse cuidado de qualquer lugar do mundo.

Késsia Pacheco

Psicóloga · CRP 05/84842

Psicóloga com atendimento online focado na saúde mental da mulher: ansiedade, depressão e bem-estar emocional. Atendo brasileiras no Brasil e no exterior, em português.

Fontes