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Autoestima nos relacionamentos: como a terapia ajuda

Késsia PachecoPsicóloga · CRP 05/84842 · 5 min de leitura

Dizer sim quando queria dizer não. Evitar incomodar. Sentir que precisa merecer o carinho dos outros. O jeito como você se enxerga aparece, e muito, nas suas relações, e cuidar da autoestima muda esse jogo por dentro.

Autoestima é a relação que você tem com você mesma

Autoestima não é se achar perfeita nem viver confiante o tempo todo. É o valor que você reconhece em si, inclusive nos dias em que nada parece dar certo. Quando esse valor passa a depender só da aprovação dos outros, qualquer crítica derruba, e cada relação vira uma espécie de teste que você sente que precisa passar.

Como a autoestima baixa aparece nos relacionamentos

Nem sempre é óbvio. A autoestima baixa costuma se disfarçar de "jeito de ser", mas deixa pistas no dia a dia das relações:

Cantinho de autocuidado com espelho, flores e diário, simbolizando autoestima e gentileza consigo

De onde vem essa autocrítica

Quase ninguém nasce se criticando. Essa voz dura por dentro costuma ser aprendida: cobranças que você ouviu cedo, comparações, relações em que precisou se provar o tempo todo para receber afeto. Faz sentido que ela tenha se instalado. E é justamente por ter sido aprendida que dá para reaprender outro jeito de se tratar.

Como a terapia para autoestima ajuda

No meu atendimento, a autoestima quase nunca chega sozinha. Vem junto da ansiedade de agradar ou do cansaço de quem cuida de todo mundo e esquece de si. Na terapia, a gente olha para essa voz crítica de perto: de onde ela vem, quando aparece e o que ela tenta proteger. Aos poucos, você aprende a se tratar com menos dureza e a colocar limites sem aquela culpa pesada. Não é virar outra pessoa. É voltar a confiar na que você já é.

Esse trabalho é baseado em evidências e funciona muito bem à distância: a terapia online é regulamentada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Veja também: terapia para autoestima com psicóloga e saúde mental da mulher: 5 sinais de buscar terapia.

Quando procurar ajuda

Se você vive se diminuindo, se as relações têm te deixado mais insegura do que acolhida, ou se a autocrítica não dá trégua, vale conversar com uma psicóloga. Você não precisa merecer cuidado para ter direito a ele. Pedir ajuda já é um jeito de começar a se colocar em primeiro lugar.

Se você tem pensamentos de se machucar ou de morrer, procure ajuda agora. Ligue para o CVV no 188 (gratuito, 24 horas) ou vá a um pronto-socorro. Você não está sozinha.

Quer construir uma relação melhor com você mesma?

Agende uma conversa e veja como a terapia online pode te ajudar a cuidar da sua autoestima.

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Perguntas frequentes

Dá. A autoestima não é fixa: ela se forma ao longo da vida e pode ser trabalhada em qualquer idade. Na terapia, você revê as crenças que aprendeu sobre o seu valor e constrói uma relação mais gentil consigo.

Autoconfiança é acreditar que você consegue fazer algo. Autoestima é o valor que você reconhece em si, independente do que faz. Dá para ser confiante no trabalho e ainda assim ter a autoestima fragilizada nas relações.

Funciona. O cuidado com a autoestima depende do vínculo e do trabalho ao longo do tempo, e isso acontece muito bem online. A terapia a distância tem a mesma eficácia da presencial e é regulamentada pelo CFP.

Não são a mesma coisa. A baixa autoestima é uma forma dura de se enxergar; a depressão é um quadro de saúde com outros sinais, como perda de interesse e de energia. Mas as duas costumam andar juntas, e a terapia ajuda a cuidar de ambas.

Quando o nosso valor foi medido cedo pelo que os outros achavam, a gente aprende a buscar aprovação para se sentir bem. É possível reaprender a se validar por dentro, e esse é justamente um dos trabalhos da terapia.

Késsia Pacheco

Psicóloga · CRP 05/84842

Psicóloga com atendimento online focado na saúde mental da mulher: ansiedade, autoestima e bem-estar emocional. Trabalho com escuta cuidadosa e práticas baseadas em evidências.

Fontes