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Me sinto sozinha: por que, mesmo acompanhada

Késsia PachecoPsicóloga · CRP 05/84842 · 5 min de leitura

Tem um tipo de solidão que ninguém vê. Você ri num grupo, divide a cama com alguém, troca mensagens o dia inteiro, e mesmo assim sente um vazio que não passa. Se você pensa "me sinto sozinha mesmo acompanhada", saiba que isso tem explicação, e não é falta de gratidão sua.

Por que me sinto sozinha mesmo acompanhada

Solidão não é sobre quantidade de gente em volta. É sobre se sentir vista. Dá para estar cercada de pessoas e mesmo assim sentir que ninguém te conhece de verdade, que você não pode mostrar quem é sem perder o lugar. Isso tem nome: solidão afetiva. Ela aparece quando faltam vínculos profundos, daqueles em que você pode baixar a guarda, e não apenas contatos. Por isso é possível ter a agenda cheia e o peito vazio ao mesmo tempo.

Sozinha no relacionamento ou no casamento

Talvez a forma mais dolorida seja essa: dormir ao lado de alguém e se sentir só. Quando a relação vira logística (contas, filhos, rotina) e a escuta some, a pessoa que deveria ser o seu porto vira mais uma fonte de distância. Você fala e sente que não chega. Sentir-se sozinha no casamento não quer dizer, por si só, que o amor acabou, mas é um sinal de que algo na conexão precisa de cuidado, às vezes do casal, às vezes seu, primeiro.

Mulher sentada sozinha no sofá em luz suave, abraçada às próprias pernas, em tom de introspecção e solidão

Solidão não é frescura, é questão de saúde

Em 2023, a Organização Mundial da Saúde passou a tratar a solidão como uma ameaça à saúde pública, com impacto comparável ao de fatores de risco já conhecidos. Sentir-se sozinha por muito tempo mexe com o sono, o humor e até o corpo, e abre porta para a ansiedade e a depressão. Levar a sua solidão a sério não é drama. É autocuidado.

Quando a solidão é de morar longe

Para quem deixou o Brasil, a solidão ganha outra camada: o fuso que separa das amigas, a língua que cansa, a ausência da família nos dias difíceis. Você pode estar construindo uma vida bonita lá fora e ainda assim sentir que não pertence a lugar nenhum. Se é o seu caso, vale entender a síndrome de Ulisses e conhecer a terapia online para brasileiras no exterior, em português.

Falar sobre o que pesa, com alguém treinada para escutar de verdade, já começa a furar o isolamento. A terapia ajuda a entender de onde vem a sua solidão e a reconstruir vínculos, inclusive o vínculo consigo. Tudo online, com o mesmo sigilo de um consultório.

O que ajuda quando você se sente só

Não existe interruptor, mas existem caminhos:

Se você tem pensamentos de se machucar ou de morrer, procure ajuda agora. Ligue para o CVV no 188 (gratuito, 24 horas) ou vá a um pronto-socorro. Você não está sozinha.

Cansada de carregar isso sozinha?

Agende uma conversa e veja como a terapia online pode te ajudar a sair do isolamento.

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Perguntas frequentes

Porque solidão não é sobre quantidade de gente, e sim sobre se sentir vista. É possível estar rodeada de pessoas e sentir que ninguém te conhece de verdade. Isso é a solidão afetiva, ligada à falta de vínculos profundos, não de contatos.

Sentir-se só ao lado de alguém costuma indicar que a escuta e a conexão se perderam na rotina. Vale nomear isso, conversar com o parceiro e, muitas vezes, buscar terapia, do casal ou individual, para entender o que esfriou e o que ainda pode ser reconstruído.

Sim. Em 2023, a Organização Mundial da Saúde passou a tratar a solidão como ameaça à saúde pública. A solidão prolongada afeta o sono, o humor e o corpo, e aumenta o risco de ansiedade e depressão. Por isso merece cuidado, não vergonha.

Morar longe soma o fuso, a língua e a ausência da rede de apoio à solidão. Esse peso tem nome, síndrome de Ulisses, e tende a aliviar com vínculos novos e apoio. A terapia online em português ajuda brasileiras no exterior de qualquer lugar.

Comece nomeando o que sente, invista em poucos vínculos verdadeiros, diga ao que está perto o que você precisa e cuide do vínculo consigo mesma. Quando a solidão se arrasta e pesa, a terapia ajuda a entender a causa e a reconstruir conexões.

Késsia Pacheco

Psicóloga · CRP 05/84842

Psicóloga com atendimento online focado na saúde mental da mulher: ansiedade, depressão e bem-estar emocional. Atendo brasileiras no Brasil e no exterior, em português.

Fontes